terça-feira, 18 de junho de 2013

Tribuna Livre contabiliza duas faltas e a presença de um assessor

Mesmo não falando de política, funcionário do vereador Rafael Antonucci subiu à tribuna para falar sobre um tratamento médico; segundo inscrito falou sobre a PEC 37. Além disso, vereadores derrubaram parecer contrário ao PL que prevê psicólogos em toda UBS do município.

A Sessão Ordinária desta terça-feira contou com um novo presidente. Gripado e sem voz, o vereador Gerson Sartori (PT) passou a bola para o vice-presidente, Paulo Sergio Martins (PPS). Para a Tribuna Livre, quatro munícipes se inscreveram, mas apenas dois compareceram. Um deles é Fernando Marques Ferreira, assessor parlamentar do vereador Rafael Antonucci (PSDB), que subiu à Tribuna para falar sobre uma técnica de tratamento de doenças de pele não aprovada pela Anvisa e que curou sua esposa.
Carmelito F. de Jesus, o segundo inscrito, que disse se sentir vereador por três minutos, comentou sobre a votação da PEC 37, conhecida como PEC da Impunidade, que deverá ser votada na Câmara dos Deputados nos próximos dias. "Não podemos deixar nas mãos dos delegados assuntos como o julgamento do Mensalão. Não há profissionais suficientes para atender toda essa demanda, caso a PEC seja aprovada", disse.
Os outros dois inscritos não compareceram à sessão para fazer uso da palavra e, por isso, só poderão fazer uso da palavra em 30 dias.

Outros projetos

O projeto de maior repercussão foi o parecer contrário da Comissão de Justiça e Redação ao PL nº 11.301/13, do vereador Rogério Ricardo da Silva (PHS), que prevê psicólogo em toda Unidade Básica de Saúde do Município (UBS).
Segundo o parecer, o PL é ilegal e inconstitucional, por isso não deveria continuar tramitando.
Para o autor do projeto, a fila de espera de pacientes da rede pública de saúde para consulta com psicólogos é de dois anos. "60 profissionais são necessários para atender as UBSs e, assim, diminuir consideravelmente essa lista. Nossa ideia é que todo cidadão tenha acesso a esse serviço que hoje, infelizmente não é realizado nem ao menos em casos mais sérios. Hoje a psicologia não é tratada como saúde pública e isso tem que mudar", disse o vereador.
O presidente da Casa, Sartori, elogiou a iniciativa do vereador e votou pela derrubada do parecer. "Esta é uma Casa política e discussões como essa devem ser levadas adiante. Este é um assunto sério e por isso tem meu apoio", ressaltou.
Apenas os vereadores Paulo Malerba, presidente da Comissão de Justiça e Redação, e Celso Arantes, votaram pela manutenção do parecer. O PL continua sua tramitação normal e deverá ser colocado para apreciação dos vereadores após este período.

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