Segundo a PM, mais de 30 mil pessoas compareceram à passeata ontem em um percurso que ultrapassou os 6,5 km, passando pela Anhanguera e terminando com uma porcentagem dos manifestantes na Prefeitura. Apesar do início calmo, vândalos depredaram lojas, prédios e até mesmo a prefeitura.
| Manifestante momentos após tomarem a Anhanguera. |
Apesar da massa, era possível identificar os grupos partidários, os grupos de baderneiros, os manifestantes de verdade, que puxavam coros de ordem e palavras firmes. Apesar da distinção clara desses grupos, houve uma desorganização no evento. Nem mesmo os organizadores previam que tanta gente pudesse participar do evento, que acabou fugindo do controle e sendo dividido em pequenos grupos.
O maior grupo saiu do pontilhão da Avenida 9 de Julho, passou pela Avenida Jundiaí, Rodovia Anhanguera, Rua do Retiro, Av. Prefeito Luiz Latorre e voltou à Nove de Julho, onde se encontrou com um outro grupo e marcharam até a prefeitura. Tudo isso em três horas de manifesto.
| O grito "Chega de Impunidade" foi um dos mais ouvidos. |
O momentos de maior emoção na passeata era quando todos paravam e cantavam o Hino Nacional. Por diversas vezes foi possível ver grupo de pessoas, principalmente os mais idosos (e que acompanharam a marcha), se emocionando.
Em outras cidades
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| Palácio do Itamaraty após a manifestação. Foto: Agência Brasil |
, autoridades fazem um balanço dos prejuízos e o governo estuda as medidas a serem tomadas de agora em diante. A presidenta Dilma Rousseff está, neste momento, em uma reunião emergencial com ministros. O encontro foi marcado para discutir os protestos que levaram cerca de 1 milhão de pessoas às ruas ontem em várias cidades brasileiras, segundo informações da Polícia Militar.
Dilma cancelou a viagem que faria ao Japão no próximo domingo devido à onda de manifestações. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, ela preferiu não se ausentar do Brasil por quase uma semana diante do cenário de movimentação popular.
A imprensa brasileira divulgou, entre a noite de ontem e a manhã de hoje, que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) estudava o cancelamento da Copa das Confederações, que vai até o dia 30 deste mês, devido aos protestos no país. A Fifa negou essa informação.

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