terça-feira, 25 de junho de 2013

Manifestação esquenta os ânimos e sessão dura mais de 4 horas

Cerca de 200 pessoas interromperam a Sessão de hoje por cerca de uma hora para reivindicações generalizadas. Maioria dos manifestantes eram ligado à UNE. Todos os interessados tiveram direito à palavra e reunião foi feita no plenário.

Apesar da chuva e do tempo frio, a sessão de hoje estava com a plateia lotada, antes mesmo da chegada dos manifestantes à Casa de Leis. Cerca de 200 manifestantes chegaram à Câmara por volta das 20 horas, interrompendo os trabalhos com palavras de ordem. O presidente da Câmara, Gerson Sartori, pediu que uma comissão de manifestantes fosse formada a fim de que todos conversassem. Apesar da abertura, muitos protestantes não tinham uma pauta de reivindicações pré-aprovadas. Houve confusão e vaias, e mais de 20 pessoas falaram durante a hora aberta a eles. "Eu sou um presidente democrático, por isso todas as pessoas que quiseram falar, terão seu direito reservado", comentou Sartori.
A estudante Beatriz Pereira Raimundo, 18 anos, levantou um questionamento ao presentes. "Quantos de vocês já vieram acompanhar ao vivo a sessão da Câmara? Assim como eu, quase ninguém nunca veio. E essa manifestação deve gerar frutos. É importante que a gente continue com esse gosto pela política e que continuemos nossos questionamentos nos nossos bairros", disse a estudante.
O professor da Escola Estadual Siqueira de Moraes, Samuel Galiego, deu um recado aos vereadores. "O que queremos é simples. Que vocês façam por merecer a legenda que vocês foram eleitos, que falam sobre a Solidariedade, a Social Democracia, o Trabalhador. É somente isso que queremos", finalizou.
Uma comissão de manifestantes foi formada dentro da Câmara para que as questões fossem colocadas em pauta e voltar posteriormente à Câmara para discussão com os vereadores. Outros 70 manifestantes fecharam a Rodovia Anhanguera ao mesmo tempo.

Projetos

Um dos pontos altos da sessão antes das manifestação foi a aprovação, por unanimidade, do projeto de lei nº 11.298/13, que assegura a pessoas com mobilidade reduzida ou com deficiência visual, embarque e desembarque fora dos pontos de parada. Antes da votação, os vereadores receberam uma comissão de pessoas com deficiência e seus familiares para relatar problemas recorrentes em diversas áreas, como saúde e transporte.
Na Tribuna Livre, três pessoas falaram, sendo que duas subiram à tribuna para falar do projeto n° 11.301/13, do vereador Rogério (PHS) que prevê psicólogo em toda Unidade Básica de Saúde do município, que tramita na Casa após ter o parecer contrário da Comissão de Justiça e Redação derrubado na última sessão. O terceiro inscrito, Francisco Cosinati, falou sobre transporte público para deficientes, que acabou sendo o tema central da sessão.
O projeto do prefeito Pedro Bigardi, que autoriza subvenções sociais no exercício de 2013, foi adiado a pedido do vereador e líder do governo na Câmara, Marcelo Gastaldo (PTB) para melhores estudos.
O projeto de lei nº 11.128/12, de autoria do vereador Paulo Sergio Martins, que veda o uso de próprios públicos a entidades particulares para promoção de eventos com fins lucrativos também gerou polêmica e bate-boca entre os vereadores, Paulo Sergio Martins, Paulo Malerba e Rogerio e a discussão do projeto, que já foi à votação por três vezes e teve uma audiência pública, durou mais de meia hora e o projeto foi aprovado com nove votos favoráveis.

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